Vítreo Clínica

Dra. Amanda Wiviane Pereira / Diretora Técnica – CRM SC 23056

Cicurgia de Glaucoma

glaucoma é uma doença ocular que afeta o nervo óptico do olho, geralmente causada pelo aumento da pressão intraocular. O tipo mais comum da doença é o glaucoma primário de ângulo aberto, que ocorre com mais frequência nas pessoas a partir dos 40 anos.

O tratamento mais comum do glaucoma é o uso de colírios, que ajuda a controlar a pressão intraocular, diminuindo os impactos no nervo óptico e preservando a visão do paciente.

Mas nos casos em que os colírios não estão sendo suficientes, o melhor tratamento passa a ser a cirurgia. E existem diversos métodos cirúrgicos para tratar o problema.

Como funciona?

Existem diversos métodos cirúrgicos para o tratamento do glaucoma. De modo geral, o objetivo delas é ajudar no controle da pressão intraocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso (líquido responsável por nutrir e regular a pressão do olho), ou por algum método que facilite a sua drenagem.

O tratamento é feito dessa forma porque, nos pacientes com glaucoma, o canal pelo qual escoa esse líquido (trabeculado) é mais fechado, retendo a substância e fazendo a pressão subir.

A seguir, conheça as principais cirurgias de glaucoma atualmente:

  • Trabeculectomia: essa é a cirurgia mais comum do glaucoma, e consiste em fazer uma drenagem no olho para que o humor aquoso escoe adequadamente.
  • Trabeculoplastia seletiva: método menos invasivo e, geralmente, mais rápido, que utiliza um laser para potencializar a drenagem do humor aquoso e para diminuir a pressão intraocular.
  • Implante de tubo de drenagem: um minúsculo tubo é implantado dentro do olho para servir de escoamento do humor aquoso.
  • Procedimentos ciclodestrutivos: conjunto de técnicas que não visam o canal pelo qual passa o líquido aquoso, mas a sua produção, com o intuito de diminuir a sua fabricação. Mais indicado para os estágios avançados do glaucoma, com visão já bastante comprometida.
  • Cirurgias Minimamente Invasivas de Glaucoma (MIGS): técnicas mais recentes, que estimulam o canal a drenar mais o líquido aquoso, por meio de um dispositivo colocado no olho. Podem ser associadas à cirurgia de catarata.

Só o médico poderá indicar qual o método cirúrgico é o mais adequado para o seu caso, de acordo com o seu estado geral de saúde e da evolução do glaucoma

Quem pode fazer a cirurgia de glaucoma?

O tratamento mais adequado para o glaucoma ainda consiste no uso dos colírios receitados pelo médico. A cirurgia só é indicada quando eles não estão sendo mais eficazes, ou quando deseja-se reduzir a quantidade ou frequência do uso desses medicamentos.

Pacientes que apresentam reações alérgicas aos colírios, ou que sentem muitas dificuldades para se adaptarem à rotina de usá-los diariamente, também podem ser bons candidatos à cirurgia de glaucoma, desde que sejam orientados pelo médico.

Contraindicações da cirurgia de glaucoma

As contraindicações da cirurgia vão depender do método cirúrgico considerado, do estado clínico do paciente, e do tipo e gravidade do glaucoma. A melhor maneira de saber se você realmente precisa passar por uma cirurgia, é consultando-se com um médico oftalmologista.

Quais as vantagens da cirurgia de glaucoma?

A principal vantagem da cirurgia de glaucoma é melhorar a redução da pressão intraocular. Por isso, quem mais vai se beneficiar dela é quem já utiliza os colírios, mas não têm apresentado resultados satisfatórios, ou apresenta dificuldades para se adaptar a eles.

Dependendo da técnica utilizada, a cirurgia também pode ser o melhor custo-benefício, ao permitir um controle da pressão intraocular por mais tempo com apenas uma aplicação. É o caso, por exemplo, da cirurgia a laser, que pode reduzir em até 25% a pressão intraocular ao longo do primeiro ano.

Quais são os riscos da cirurgia de glaucoma?

Com o avanço da tecnologia na realização de cirurgias oculares, o tratamento cirúrgico do glaucoma vem se tornando cada vez mais seguro, com diversas possibilidades de intervenção. Os riscos, nesse caso, irão depender da técnica utilizada, e do estágio em que o glaucoma se encontra.

Na trabeculoplastia a laser, por exemplo, os riscos da cirurgia podem envolver: uveíte, hifema, desenvolvimento de picos hipertensivos precoces, edema corneano transitório, e formação de sinéquia anterior periférica.

Em todo o caso, você precisa lembrar que é o médico quem irá determinar o método mais adequado para o seu caso.

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