Dra. Amanda Wiviane Pereira / Diretora Técnica – CRM SC 23056
Não se conhece a causa de grande parte das uveítes. Entretanto, quando é possível determiná-la, as mais importantes são:
• Infecção por vírus, bactérias e fungos;
• Doenças sistêmicas, como toxoplasmose, inclusive a toxoplasmose congênita, herpes simples, citomegalovírus, tuberculose, sífilis;
• Moléstias reumatológicas, por exemplo, artrite reumatoide, lúpus eritematoso;
• Corpos estranhos e traumas oculares;
• Leucemias e linfomas.
• Hiperemia (olho vermelho);
• Fotofobia (sensibilidade à luz);
• Dor;
• Visão turva, embaçada;
• Pequenos pontos escuros que se movimentam.
Olho vermelho e dor são sintomas comuns nos quadros de uveítes e de conjuntivites. Estabelecer o diagnóstico diferencial é de extrema importância, uma vez que as uveítes, quando não tratadas, podem comprometer a visão definitivamente. O diagnóstico diferencial também é importante para determinar as enfermidades sistêmicas, reumatológicas ou neoplasias que podem ser a causa primária de graves alterações oculares.
Se não for tratada a tempo, a uveíte pode causar danos irreversíveis ao globo ocular e provocar glaucoma, descolamento de retina e deixar cicatrizes na retina que reduzem a visão. Quando não se sabe a causa, adota-se um tratamento comprovado e denominado não-específico, que inclui corticoesteróides e antiinflamatórios não-hormonais, midriáticos e drogas imunodepressoras. A conduta terapêutica varia de acordo com a causa das uveítes e pode exigir a orientação do oftalmologista e de um especialista na doença de base, pois o tratamento ocular promove apenas o alívio dos sintomas, se a causa primária não for resolvida. Por essa razão, pode ser necessário associar a indicação de antibióticos, antivirais ou antifúngicos ao uso tópico de colírios específicos.